O que é Cloud computing – Computação em nuvem – Simplificado

O que é Cloud computing – Computação em nuvem – Simplificado

Semana passada um cliente me perguntou: 

Jackson, como faço para colocar esse negócio de nuvem na minha empresa?

Embora imaginar essa cena literalmente seja um tanto engraçado, o fato é que a computação em nuvem (Cloud Computing) já é uma realidade na minha e na sua vida e muitas vezes nem sabemos disso, muito menos o que é.

Hoje vou tentar de forma bem simples explicar o básico da “nuvem”, quais as suas vantagens e desvantagens e como isso afeta o seu dia a dia.

O computador e internet antes da nuvem

Para entender melhor, precisamos voltar um pouquinho no tempo e lembrar como utilizávamos o computador alguns “dias atrás”.

Os programas, documentos, mídia, tudo era instalado e armazenado apenas no computador, inclusive os e-mails.

Então, de certa forma, sua “vida” ou seu “trabalho” estava naquele computador, e aparentemente estava tudo bem, até o windows apresentar aquela maravilhosa tela azul, ou um vírus “trojan horse” daquele pendrive infectado do seu amigo entrar no computador e o caos estava feito.

Um detalhes interessante é que sempre existiram os mais conservadores que esperam a tecnologia avançar alguns anos para evoluírem, neste caso, tinha os que “não confiavam em computadores” e preferia manter tudo anotado em agendas, cadernetas, paredes, etc… Mas também corria o mesmo risco, perder a agenda, molhar, o rato roer, enfim, nada é 100% seguro nessa vida.

A internet nesse período já estava à todo vapor, porém, para os usuários finais, a sua principal utilidade ainda se restringia em ser uma poderosa fonte de informação e transferência de dados.

A coisas evoluíram ainda mais e iniciou uma nova tendência.

A migração para a nuvem

Acredito que a primeira ferramenta da nuvem a ser explorada de forma mais massiva por usuários em geral foi o e-mail através do webmail.

Antes dele os e-mails dependiam quase que obrigatoriamente do Outlook (ou outros clientes de e-mails pouco conhecidos), e aos poucos foram surgindo cada vez mais aplicações que não precisavam mais serem “instaladas” no computador, elas passaram a “rodar” direto da internet, trazendo então a agilidade e mobilidade, eliminando a dependência de um dispositivo específico porque as informações, documentos ou arquivos que precisamos não ficam “presos” em um computador pessoal, mas sim passam a estar agora nessa “nuvem” que é a internet.

Em resumo, podemos dizer então que a nuvem é uma imensa rede de mega computadores interligados que chamamos de servidores, eles fornecem aplicações, informações e dados para você acessar em qualquer dispositivo que você tiver conectado à internet.

A segurança antes e depois da nuvem

Falar em segurança neste contexto é muito relativo, complexo e polêmico, mas objetivo aqui é ser bem prático e menos filosófico, então vou levar em consideração dois aspectos, que são eles: Preservação dos arquivos e sigilo.

Preservação dos arquivos

Antes do cloud computing, sem dúvida alguma, o problema de preservação de arquivos era muito mais complicado, a perca de dados era um risco constante, e toda vez que havia a necessidade de formatar um computador já sentíamos aquele frio na espinha dorsal. Isso porque como já falamos antes, tudo estava naquele computador, então era backups e backups e mesmo assim sempre restava uma dor de cabeça com versão de arquivos e problemas do tipo.

O Cloud Computing agilizou exponencialmente isso, afinal, quando batemos uma foto pelo smartphone, em alguns segundos ela estará codificada e replicada em vários servidores sendo utilizada em redes sociais e possivelmente em outros serviços de internet como por exemplo Google Maps. Isso também vale para qualquer tipo de documento e arquivos de vídeo ou áudio.

Então, na era do cloud computing você só perde arquivos se realmente estiver muito off-line ou desatento!

O Sigilo ou privacidade na internet

Mas apesar do transtorno mencionado acima, na preservação dos arquivos, era inegável que havia um pouco mais de sigilo, afinal, sabíamos exatamente em quais máquinas ou mídias específicas nossas informações e arquivos estavam, com exceção é claro, dos mais “desavisados” que não tinha qualquer cuidado com vírus e compartilhamento de arquivos.

Hoje, o cuidado que tínhamos anteriormente em não perder os arquivos deve ser direcionado em não “vazar” ou distribuir eles equivocadamente.

Claro que a tecnologia evoluiu muito e com isso os sistemas vão se tornando cada vez mais avançados também no quesito de segurança, porém, com o avanço das coisas boas há também das coisas ruins, então, a sensação de invasão de privacidade é uma realidade cada vez mais presente e os riscos vão bem além do financeiro.

Não é raro vermos notícias de crimes planejados com informações vazadas na internet, isso é consequência muitas vezes do mal uso das novas tecnologias atreladas à computação em nuvem.

Pretendo criar uma série de vídeos e posts que ensinará boas práticas e dicas para aumentar um pouco mais a segurança na utilização dessas soluções, então se inscreva no canal e no blog para receber as notificações conforme eu for disponibilizando esse material que poderá ajudar muito.

Benefícios do cloud computing para a empresa e negócios

Redução de custos escondidos

Embora em uma primeira análise possa parecer que o formato de aplicações em cloud sejam mais caras, normalmente por causa do formato de pagamentos que é o SaaS (Software como serviço), se fizermos as contas corretas analisando todos os custos de infraestrutura computacional e profissionais para manter essa infraestrutura, na grande maioria dos casos a economia pode ser muito significativa.

Agilidade na implantação

O fato de já estar tudo pronto, bastando apenas criar as contas (cadastros) e parametrizar o sistema, torna a implantação dele muito mais rápida do que o método antigo de instalar, configurar, resolver conflitos de versões de sistema operacional, etc.

Aprendizado rápido

As aplicações em nuvem normalmente segue uma tendência de usabilidade que proporciona uma curva de aprendizado melhor, isso porque fornece aplicações mais intuitivas e seguindo tendências de grandes plataformas utilizadas em massa hoje como Google, Facebook, Microsoft, etc…

Velocidade e Mobilidade

A facilidade de iniciar um projeto ou documento em um dispositivo e em segundo ele estar disponível para ser continuado de onde parou em qualquer outro dispositivo, sem preocupação e trabalho de enviar cópias manualmente pra lá ou pra cá. 

Colaboração e compartilhamento

Outro espetacular benefício é o compartilhamento rápido e direcionado para pessoas ou grupos específicos, inclusive com algumas ferramentas possibilitando o trabalho de uma equipe em tempo real em um mesmo documento ou projeto e todos poderem acompanhar o andamento em tempo real.

Liberdade de escolha do sistema operacional

Você não precisa mais ser refém do windows porque tal programa só roda no windows! Uma característica bem comum em aplicações em nuvem é o fato de poderem ser acessadas a partir de um navegador web, que naturalmente está disponível em qualquer sistema operacional. Mas existem aplicações que utilizam necessariamente um navegador, mesmo assim é normal elas serem desenvolvidas para multiplataformas, o que não acontecia antigamente. 

E agora, tem como fugir disso?

Sinceramente, hoje é praticamente impossível fugir disso, quase tudo que está ao nosso redor está de certa forma conectado de alguma forma e utilizando a nuvem para seu funcionamento.Mas não acredito que seja motivo de pânico, nem tem por que querer fugir, se você souber utilizar e tomar alguns cuidados usufruirá de muitos benefícios que facilitarão muito seu dia a dia e poderá contribuir para uma vida mais produtiva, porém, o mal uso além de colocar em risco, pode torná-lo dependente ou refém da tecnologia.

O segredo está na seu conhecimento colocado em prática e alinhado ao auto-controle, mas sobre isso também falaremos futuramente por aqui, se Deus permitir!

Quer subir para a nuvem?

Sei que você já está utilizando mesmo que inconscientemente, mas se você quiser utilizar de forma organizada e estratégica na sua empresa ou na sua vida pessoal e não sabe por onde começar, me chame para conversarmos sobre isso e acredito que posso te ajudar 😉 

Por enquanto fico por aqui e já te convido a deixar aqui nos comentários se você conseguiu entender o que é a computação em nuvem que tanto falam, se utiliza e o que acha?

Mesada e educação financeira dos filhos

Mesada e educação financeira dos filhos

Finanças pessoais, por si só, já é um assunto complexo e polêmico, quando aliamos isso aos filhos e à educação, daí a coisa fica ainda mais complicada, porém, é um assunto de altíssima importância e fundamental para quem deseja um futuro sólido e saudável para os filhos.

Mas hoje vamos falar sobre “MESADA”, devemos dar ou não? Como fazer?

Não, não é esse tipo de mesada!!!

Essa era uma dúvida inicial nossa, mas analisando todos os pontos percebemos que pagando de forma sistemática, organizada e regular uma mesada para eles, poderíamos já introduzir a educação financeira e ir preparando-os para a vida.

Porém, para surtir o efeito desejado, construímos algumas regras e fundamentos que vamos resumidamente tentar explicar neste post.

Definir o valor base da mesada

É interessante iniciar com um valor baixo, que não venha pesar muito no orçamento e comprometer a regularidade, pois além do valor fixo há algumas variáveis que poderão aumentar consideravelmente. Além disso é importante ter folga para ir fazendo os reajustes anuais conforme a sua renda ou salário também ir aumentando.

Em nosso caso, como são 2 filhos que recebem mesada, iniciamos com o valor base de R$ 20,00 (+/-) variáveis

Variáveis conforme desempenho

Também temos em casa uma tabela onde estabelece bônus para metas ou desafios alcançados e multas para faltas.

Por exemplo, eles ganham R$ 10,00 para cada nota 10 no boletim, então, já sabemos que a cada bimestre poderemos desembolsar um dinheiro a mais conforme o desempenho escolar deles. Essa tabela de bônus nós reciclamos e atualizamos, pois acontece de alguns itens se tornarem obsoletos e surgirem outras necessidades. O importante é estar atendo à essa dinâmica e identificar as necessidades de incentivo e estímulo que os filhos estão tendo no momento.

Quanto aos descontos ou multas, são aquelas situações que não queremos que ocorram, por exemplo… Mentir, brigar com o irmão, deixar de cumprir alguma tarefa doméstica, ocorrência escolar, etc…

Sabendo o valor das coisas

Depois de um tempo percebemos que estava havendo desperdícios com produtos de higiene pessoal como shampoo, gel e perfume. Decidimos então que fazer um aumento de R$ 5,00 mensais na mesada deles e deixar esses produtos serem comprados por eles. Bingo! Isso ajudou reduzir consideravelmente o desperdício, tanto no uso quanto na escolha de marcas caras! Agora eles sabem que se gastar além do necessário o dinheiro deles vai render menos.

Prestação de Contas

Outra regra estabelecida é que eles são obrigados a apresentar mensalmente, no momento antes de receber a mesada, a prestação de contas do dinheiro deles em um livro caixa.

Veja nesse vídeo no vídeo acima que gravamos ao vivo esse momento da “auditoria” e pagamento da mesada deles.

Responsabilidade Social e Princípios

Como somos cristãos (Adventista do sétimo dia), acreditamos o princípio bíblico para dízimos e ofertas, assim ensinamos também nossos filhos a honrar esse princípio, assim, quando recebem já estabelecem os devidos percentuais para esses fins, inclusive para programas sociais de ajuda ao próximo.

Caso você não tenha esse costume ou princípio, acho importante pelo menos incentivá-los à contribuir para alguma causa social, para construir neles o senso de responsabilidade social e neutralizar o egoísmo que é natural do ser humano.

Planejando o Futuro

Outro princípio que estabelecemos para eles e tem dado muito resultado é o de poupar. Procuramos motivá-los a pensar em conquistas a longo prazo para que aprendam a planejar o futuro consigam ter o equilíbrio evitando um perfil de consumo desenfreado.

Claro que se não houver micro-recompensas a curto prazo, pode ocorrer a desmotivação e o sistema deixa de funcionar, então a palavra-chave é EQUILÍBRIO, eles gastam uma parte com algo de menos valor e satisfação instantânea mas sem comprometer o percentual estipulado para a conquista do sonho maior.

Ajustes e inovação

Temos que entender que os filhos crescem, e cada fase há mudança nos gostos, costumes e pensamentos, então para que esse sistema que visa o estabelecimento de princípios financeiros saudáveis continue funcionando, é necessário estar em constante COMUNICAÇÃO com os filhos e ir realizando os ajustes e melhorias conforme cada fase, cenário e circunstância.

Infelizmente não existe uma única receita ou fórmula mágica, mas esse método tem funcionado muito bem na nossa família e também com alguns amigos que resolveram aplicar.

Se você gostou dessa idéia ou tem alguma outra idéia sobre educação financeira dos filhos, compartilhe conosco aqui nos comentários e vamos juntos construir uma sociedade mais equilibrada e educada 😉

Optimization WordPress Plugins & Solutions by W3 EDGE